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  • drareginarabelo

Fluxograma da Cirurgia Dermatológica

Muitos pacientes chegam ao consultório sem ter ideia das várias fases da cirurgia dermatológica. Nesse post breve, abordarei especificamente cirurgia de câncer de pele não melanoma, o tipo de câncer mais comum em todo o mundo.


Primeiramente, como dermatologista, examino o paciente dos pés ao cabelo no intuito de diagnosticar precocemente câncer de pele ou lesões suspeitas. Ao me deparar com tais, oriento o paciente sobre a necessidade de biópsia cutânea. A depender do subtipo esperado do câncer de pele é possível programar quando for mais confortável para o paciente, num intervalo máximo de um mês. Mas quando se trata de lesão suspeita de Melanoma, por exemplo, não tem tolerância e sim, urgência.


Confirmado o subtipo de câncer pelo colega médico patologista, programo junto com o paciente calmamente os passos a serem tomados. A saber: solicitação de exames séricos, raio x de tórax e eletrocardiograma ( a depender da idade e de doenças prévias ); solicitação de risco cirúrgico; consulta com anestesiologista ou cardiologista para obtenção do risco cirúrgico; retorno comigo para traçarmos o plano da cirurgia e o ambiente a ser feito (qual tipo centro cirúrgico, qual tipo de anestesia necessária e qual tipo de análise histopatológica da peça cutânea abordada na cirurgia - congelação, convencional ou micrográfica ).


Eu sei que a palavra câncer assusta e gera ansiedade e vejo muitos pacientes querendo burlar ou apressar essas fases, mas para a segurança do próprio paciente e para que a cirurgia seja realizada com o maior conforto e chances de cura, deve-se ter parcimônia e seguir os protocolos.


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